Fintechs na América Latina: a sustentabilidade na era pós-disrupção
Por Roger Darashah, sócio e cofundador da LatAm Intersect O mercado de fintechs na América Latina entrou em uma nova fase. Depois de anos marcados pela corrida para desafiar os bancos tradicionais e ampliar o acesso aos serviços financeiros, o setor agora enfrenta um teste mais complexo: provar que consegue crescer de forma sustentável. O fim do ciclo de capital abundante, que impulsionou o ecossistema até 2021, mudou as prioridades dos investidores. Em vez de premiar apenas o crescimento acelerado da base de clientes, o mercado passou a exigir rentabilidade, eficiência operacional e modelos de negócio sólidos. Já se fala nas chamadas “Séries P”, em referência à lucratividade como novo indicador de sucesso. Até 2025, os investimentos em empresas em estágio avançado na América Latina cresceram 176%, concentrados em companhias capazes de demonstrar fundamentos financeiros consistentes. Leia também: Do Pix às stablecoins: Rio de Janeiro vai debater a nova infraestrutura financeira da América Latina Essa mudança também transformou a relação entre fintechs e consumidores. Em um estudo desenvolvido pela LatAm Intersect, identificamos um movimento que chamamos de Trust as a Service (TaaS): a confiança deixa de ser consequência da experiência do cliente e passa a ser um diferencial competitivo. O usuário latino-americano já não