'Baby steps': executivo da CVM defende cautela na tokenização do mercado financeiro
Nesta quarta, 12, durante um painel sobre tokenização e regulação, Egmon Henrique de Oliveira Costa da CVM, registrou algumas preocupações acerca do futuro da tokenização. Para ele,“a mudança da estrutura regulatória, para incluir tokenização, precisa ser feita em baby steps”. “No futuro ambos os mercados vão coexistir. Tanto o mercado tradicional, quanto o tokenizado. Mas mesmo que isso fique maduro, existe o custo da inércia. Hoje no mercado financeiro diferentes tipos de sistemas são usados pelas financeiras, cada um com sua característica. É difícil que a tokenização unifique esses sistemas em uma só tecnologia”, comentou. Quem discordou da ideia foi Thiago Sarandy, Diretor-Geral para o Brasil da Binance. Na visão do executivo, tokenizar o mercado tradicional é essencial. “É essencial porque o mercado tradicional não segue a cultura de que investimentos devem funcionar todos os dias e globalmente. Foi justamente dessa dor que surgiu a tokenização”, explica. Além disso, Sarandy afirma que já existe demanda, o que falta agora é existir uma regulação clara. “O Brasil precisa tokenizar ações brasileiras para perpetuar e impulsionar a tokenização. Também seria excelente a tokenização de títulos de rendas fixas, também essenciais para globalizar o mercado brasileiro”, disse. Para o executivo da Binance, as stablecoins brasileiras também são